ERC Guidelines – COVID19

Abaixo poderá efetuar o download das Guidelines do ERC, traduzidas em lingua portuguesa, relativamente ao contexto de pandemia COVID-19.

Para qualquer esclarecimento adicional, por favor, contactar o CPR através de email (geral@cpressuscitacao.pt/luis.costa@cpressuscitacao.pt) ou então através do telm 939199955.


Guidelines – Cursos ERC em contexto COVID-19

Abaixo poderá efetuar o download das orientações do ERC, traduzidas em lingua portuguesa, relativamente à realização de cursos ERC num contexto de pandemia COVID-19. Para qualquer esclarecimento adicional, por favor, contactar o CPR através de email (geral@cpressuscitacao.pt/luis.costa@cpressuscitacao.pt) ou então através do telm 939199955.


Recomendações do CPR para SBV num contexto de pandemia COVID-19

Os casos de infeções por COVID-19 em todo o mundo estão a aumentar. A probabilidade de uma vítima de paragem cardiorrespiratória (PCR) estar infetada é cada vez maior e, nesse sentido, é essencial que quem a socorra esteja protegido.

É importante lembrar que uma vítima de PCR morrerá se não for realizada atempadamente a RCP.


Recomendações CPR – COVID 19

Parecer do Conselho Português de Reanimação, relativamente à formação em reanimação cardiopulmonar (RCP) no atual contexto epidemiológico definido pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

O CPR tem monitorizado a situação atual e também os procedimentos adotados a nível europeu nesta matéria. Gostaríamos de salientar que estas recomendações poderão ser alteradas a qualquer momento, mediante novos desenvolvimentos e sempre de acordo com as recomendações da DGS.

1. Introdução:

Covid-19: É o nome oficial atribuído pela OMS à doença causada pela infeção Sars-Cov-2. “Co” significa corona, “vi” para vírus e “d” para doença (= doença), enquanto “19” indica o ano em que ocorreu.

Pensa-se que o COVID-19 se dissemine de forma semelhante à gripe sazonal; pode propagar-se de pessoa para pessoa através das gotículas do nariz ou da boca que são libertadas quando uma pessoa infetada tosse ou espirra.

Assim, tendo em conta este pressuposto, deveremos seguir rigorosamente os princípios básicos de controlo de infeção, ou seja, a higiene das mãos, contenção das secreções respiratórias produzidas pela tosse e espirros limitar o contacto social.

A RCP, particularmente numa vítima desconhecida, implica sempre um certo risco de infeção, associado principalmente à avaliação da respiração e à execução de ventilações. A segurança do reanimador foi sempre uma preocupação nas recomendações de boas práticas CPR /ERC. Até ao momento, as evidências científicas sempre sugeriram que esse tipo de risco é realmente muito baixo em comparação com a morte da vítima se a RCP não foi iniciada.

2. Orientações para a RCP na atividade clínica, tendo em conta as recomendações da OMS:

2.1 Uso racional de equipamentos de proteção individual para a doença de coronavírus 2019 (COVID-19) – Organização Mundial da Saúde (27 de fevereiro de 2020)

Cumprir com os requisitos mínimos do Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para avaliar um doente em paragem cardiorrespiratória (CPR), iniciar compressões torácicas e monitorizar o ritmo de paragem cardíaca, utilizando, para isso, a máscara facial P2/P3, proteção para os olhos, avental de plástico e luvas.

Durante a RCP, há sempre o risco de os socorristas serem expostos a fluídos corporais, gotículas de saliva e aerossóis do trato respiratório da vítima gerados durante os procedimentos de manipulação das vias aéreas, ventilação e intubação traqueal. Esse risco é aumentado em caso de contacto próximo com a vítima, pelo contrário, será reduzido com o uso de EPI.

Os membros da equipa de emergência deverão também ser treinados para usar/remover EPI com segurança para evitar a auto-contaminação.

2.2 Confirmar a paragem cardíaca avaliando a ausência de sinais de vida e a ausência de respiração normal, mas evitando o contacto com o rosto e a boca do doente. Não execute a manobra “Ver, Ouvir, Sentir” (VOS) com a orelha e a face perto da boca do doente. A presença de um pulso carotídeo pode ser avaliada caso sejam treinados para isso. Em caso de dúvida sobre o diagnóstico inicie as compressões torácicas até à chegada da equipa de emergência (assistência médica intra-hospitalar ou avançada ou pré-hospitalar).

2.3 O uso precoce de um desfibrilador aumenta significativamente as probabilidades de sobrevivência da pessoa e não aumenta o risco de infeção.

2.4 A ventilação deve ser realizada com a técnica para a qual esteja adequadamente treinado. Para a maioria dos profissionais de saúde, isso significa usar a cânula orofaríngea e ventilação com máscara e balão para dois socorristas.

A abordagem avançada da via aérea com dispositivos supraglóticos ou intubação traqueal deve ser realizado apenas por pessoal especializado e adequadamente protegido, de acordo com um protocolo de intubação rápida que reduza a possibilidade de criar aerossóis a partir das vias aéreas do doente.

2.5 Após o contato com o doente, lave bem as mãos com água e sabão o mais rápido possível. Recomenda-se o uso de gel de álcool para as mãos se não houver água e sabão.

Evite tocar na boca, os olhos ou o nariz, a menos que tenha limpado recentemente as mãos após contato com o doente.

Após concluir a RCP, descarte ou limpe todo o equipamento usado durante a RCP, de acordo com as recomendações do fabricante e as diretrizes locais. Confirme que não fica nenhum instrumento usado, como por exemplo, laringoscópio, aspirador, cânula, e coloque-os nos recipientes apropriados.

Todo o material utilizado e superfícies contaminadas devem ser desinfetados de acordo com as normas locais.

3. Formação em RCP

O CPR considera que mediante este quadro epidemiológico não deverão ser realizados cursos de formação em reanimação e solicitamos, assim, às escolas a suspensão das referidas ações.

O CPR monitoriza continuamente as novas informações à medida que elas se tornam disponíveis e atualizará as escolas de acordo com o desenrolar dos desenvolvimentos, informando-as de quaisquer alterações às recomendações.

4. Masstrainings

O CPR, perante o panorama atual, também não recomenda a realização deste tipo de eventos.

Apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

P’la Direção CPR


ERC Resuscitation 2020

O congresso ERC Resuscitation 2020, será realizado em Manchester, no Reino Unido, entre os dias 22 e 24 de Outubro. Neste evento poderá inteirar-se acerca das razões que levaram às mudanças nas Guidelines, assim como, qual a evidência que conduziu a estas alterações e as lacunas científicas por preencher. E, tal como nos anos anteriores, também poderá participar nos vários Workshops e na CPR Competition. Aproveite ainda a oportunidade de estabelecer uma rede com especialistas internacionais e apresentar as suas investigações a elementos-chave nesta matéria. Para saber mais clique aqui e visite a página oficial do congresso.


Curso Genérico de Instrutores

Nos próximos dias 13 e 14 de Julho, no Hospital Militar – Polo Porto, será realizada mais uma edição do Curso Genérico de Instrutores. Para mais informações entre em contacto connosco através do email geral@cpressuscitacao.pt.


Curso de Instrutores de SBV

No próximo dia de 01 de Junho, em Lisboa, no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, e no dia 15 de Junho, no Hospital Militar – Polo Porto, seraão realizadas duas edições do Curso de INstrutores de SBV. Para mais informações entre em contacto connosco.


Curso SAV

Caro(a) Instrutor(a),

No âmbito do processo de certificação do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTAD), o CPR irá realizar um curso de Suporte Avançado de Vida nos dias 15 e 16 de Junho na cidade do Porto. Para se inscrever preencha a seguinte ficha de inscrição e envie para geral@cpressuscitacao.pt.


Número de emergência intra-hospitalar

Em Agosto de 2018, o Conselho Português de Ressuscitação teve oportunidade de apresentar junto do Ministério da Saúde, uma proposta de criação de um número único nacional e europeu de resposta à emergência intra-hospitalar, tal como já acontece para o extra-hospitalar com o 112.

Esta é uma campanha europeia, na qual fomos envolvidos e desafiados pelo European Resuscitation Council (ERC), enquanto membros activos, que procura uniformizar na Europa o 2222 como o número de emergência intra-hospitalar (para saber mais clique aqui).

Não poderíamos deixar de nos congratular pelo sucesso da iniciativa e enaltecer a rapidez e empenho com que foi implementada em Portugal.

Este sucesso será partilhado naturalmente pelos restantes 34 países que fazem parte do ERC e, aproveitamos ainda para informar que, após a adesão do reino Unido, nós seremos o 2º país a concretizar a iniciativa.

Estamos todos de parabéns e os doentes certamente agradecerão a implementação de medidas que permitam a melhoria dos cuidados que lhes são prestados.


Restart a Heart Day – 2018

No âmbito das comemorações do Restart a Heart Day, no passado dia 16 de Outubro, o Centro Hospitalar Lisboa Central realizou um Masstraining em Suporte Básico de Vida no Hospital D. Estefânia para a Policia de Segurança Pública. O CPR quer agradecer a todos os intervenientes por esta iniciativa.